quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A saga do Internet Explorer 6

Acabei de ler uma reportagem interessante falando sobre o Internet Explorer 6, o navegador da Microsoft, e gostaria de compartilhar com vocês a minha opinião a respeito desta reportagem.

A muito tempo atrás, nos idos de 1996, tive o meu primeiro contato com o mundo Linux e a Internet. Os browsers existentes, mais conhecidos, eram o Netscape e o Internet Explorer. A grande massa utilizava o Netscape, que realmente era muito mais ágil, fácil e rápido que o da Microsoft. Mas a Microsoft entendeu, demorou mas entendeu, que a Internet chegava para dominar o mundo e ela não podia ficar atrás do que estava acontecendo.

A Microsoft travou uma guerra contra os navegadores existentes e obviamente ganhou. Com a incorporação do navegador no sistema operacional, a guerra deixou de existir. Mas a Microsoft, ai já na versão 6, dissolveu os desenvolvedores do navegador e só por uma pressão muito forte do mercado, manteve uma pequena equipe para os patches de segurança. O Internet Explorer 6 data de 2002 e desde lá qual foi a atualização que sofreu o navegador? Quase nada, apenas o Internet Explorer 7 que ganhou as funcionalidades dos navegadores existentes (FireFox, Safari, etc.).

Como a Microsoft não mais atualizava o seu navegador, abriu-se espaço novamente para os outros fabricantes. O Mozilla que não morreu em virtude do Linux gerou filhos e teve seus frutos, como o Firefox. Agora a pergunta que não quer calar, quanto atraso tivemos por ser um monopólio de apenas um fornecedor? Será que os navegadores já estariam com muitas mais funcionalidades se houvesse concorrência.

Leia o artigo que li que deu origem a este post: " Internet Explorer 6 já passou da hora de aposentar "

Plano Diretor de Informática (PDI)

Um PDI é um plano diretor de informática, um planejamento estratégico da área de informática.

Com o Plano Diretor de Informática, os departamentos de TI das empresas ficam com um conjunto de documentação que suportam as atividades. Essa documentação deverá abranger: âmbito das responsabilidades de TI, objetivos estratégicos, orientações tecnológicas a seguir, planejamento no tempo de implementação dos projetos, enquadramento dos sistemas de informação com as políticas de gestão da empresa. É importante salientar que será o guia da área de TI para os próximos anos, seja ele um , dois, três anos ou mais.

Com os planos diretores de informática bem preparados, consegue-se melhorar a qualidade dos serviços prestados (quer para os clientes internos quer para os clientes externos), conseguem-se melhorias na satisfação da equipe de técnicos, os prazos são claros e poderão ser cumpridos mais facilmente (pois são conhecidos) e, finalmente mas não menos importante, consegue-se uma sistematização da redução global de custos.

Os planos diretores de informática podem ser preparados pela direção de informática das empresas ou recorrendo as empresas externas de consultoria, como a Andrade Cardoso Informática.

O Plano Diretor de Informática (PDI) é composto basicamente por três atividades:
-Levantamento da situação atual da estrutura de informática da empresa;
-Avaliação desta estrutura versus planejamento estratégico da empresa e
-Definição da estrutura ideal e Planejamento da implementação das soluções propostas.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Mapas Mentais - Parte II

Todo e qualquer software ou hardware somente terá sua adoção a partir do momento em que vejamos nele algo interessante e que realmente poderá nos ajudar. Tentarei expor alguns resultados que podem ser obtidos com os mapas mentais, de forma que você possa saber se ele realmente poderá ser adotado por você.

1. Pré-estruturar e reestruturar rapidamente um produto semântico;
2. Integrar dinamicamente idéias produzidas por um grupo;
3. Registrar de forma sintética um procedimento, uma operação, uma discussão, entre outros;
4. Dispor de uma ferramenta para brainstorm, registrando tudo aquilo que se fala rapidamente;

Estes são alguns tópicos bastante interessantes relacionados aos mapas mentais, mas para mim, o que mais me auxilia é no momento em que procuro estruturar idéias e/ou documentar. Tive uma reunião onde deveria apresentar uma estudo sobre a adoção ou não de provedor para um determinado projeto Web. Esta reunião consistia na apresentação da análise realizada e utilizei um mapa mental para que pudesse organizar as idéias e orientar a apresentação. Com tópicos e sub-tópicos listados no mapa mental, explanei sobre a análise sem me perder e sem tirar o foco daquilo que era importante.

Tendo o mapa mental estruturado de forma de uma árvore, criei categorias e detalhamentos. Inclusive em alguns itens possuiam um hyperlink para um material mais detalhado.

O mapa mental estava sumarizado e organizado em seu conteúdo. Em muitos momentos da reunião o conteúdo era auto-explicativo, porém demonstrava que este tópico não havia sido esquecido. 

Com o passar da reunião as pessoas entravam somente dentro dos tópicos que eles gostariam de maiores detalhes ou que lhes haviam causado alguma dúvida. 

Como final, havia um nó do mapa mental contendo a conclusão onde nos levava a uma apresentação de powerpoint, bem resumida e objetiva. A apresentação foi um grande sucesso, não tive dúvidas que a ferramenta me ajudou e muito na elaboração e apresentação das idéias, e ficou muito claro a todos que estavam presentes.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Mapas Mentais - Parte I

Mapas mentais são ferramentas, entre outras coisas, de pensamento, de organização, de visualização, de integração de conhecimentos. Assim como uma ferramenta comum expande sua força física e em geral sua capacidade de realizar consertos e produzir objetos, também os mapas mentais expandem sua inteligência nesses aspectos.

O autor de "Como a Mente Funciona" , Stephen Pinker, define a inteligência como:  a inteligência consiste em especificar um objetivo, avaliar a situação atual para saber como ela difere do objetivo e por em prática uma série de operações para reduzir a diferença.

Alguns benefícios que os Mapas Mentais podem nos proporcionar, e são eles:

Memorização

Os Mapas mentais nos facilitam a memorização dos conteúdos que estamos trabalhando, pois sabemos que imagens nos dão pistas importantes sobre os temas sugeridos, além de conseguir distribuir melhor as idéias.

Visão mais ampla e completa

Quantas vezes já nos deparamos com temas novos nos quais esquecemos? Ao ler um documento técnico por exemplo, chegamos no meio do artigo e não nos lembramos qual a lógica utilizada para chegar neste ponto.

O Mapa Mental permite colocar as informações relevantes em ordem de importância e até mesmo encadeada. Assim nossa mente é levada facilmente e rapidamente a remontar os detalhes do assunto que estamos trabalhando, facilitando a compreensão e até mesmo a lembrança.

O Mapa Mental não possui todos os detalhes, mas como o Mapa Mental nos leva através deste roteiro estruturado a nos recordar dos detalhes do assunto no qual estamos trabalhando.

Síntese e essência

Ao escrevermos um documento, nos utilizamos de uma série de preposições, artigos e conjunções, que fazem parte da nossa língua nativa e que necessitamos escrever para que esteja dentro das normas gramaticais, etc. Porém além do conteúdo essencial do documento, seguem várias informações que ajudam a explicar detalhes e que são em muitos momentos repetições reforçadoras.

Em um mapa mental bem elaborado, os símbolos são reduzidos ao mínimo necessário para representar as idéias relevantes para alguma compreensão ou ação.

Estruturação adequada

Estrutura é algo onipresente no nosso mundo. O ensino é estruturado em séries, anos, turmas, matérias, etc. Quando vamos externar estas informações o fazemos dentro de um estrutura.

Os Mapas Mentais nos proporcionam com facilidade externar estas informações de forma estruturada, facilitando a sua compreensão e ajudando muito no entendimento do que se deseja informar.

Em muitas apresentações os Mapas Mentais podem nos ajudar a seguir uma linha de raciocínio e fazer com que os demais também possam seguir esta mesma linha de pensamento. Além disto, facilita e muito ao interlocutor o passo a passo da sua apresentação, não tirando a trajetória do raciocínio do assunto trabalhado. Também facilita e em muitos casos, antecipa o entendimento do pensamento sobre o determinado assunto, aos demais presentes.

Conclusão

Os Mapas Mentais nos ajudam a organizar estruturadamente nossas idéias a respeito de determinados assuntos, facilitando assim o seu entendimento e lógica. Também ajudando muito no momento de relembrarmos um item importante do assunto tratado.

Links interessantes

FreeMind - Em Inglês
MapasMentais - Em Português
Conceitos - Em Português

Texto base retirado do artigo publicado em www.mapasmentais.com.br

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O gerente de projetos e a comunicação

Esta semana li um artigo bem interessante sobre a importância de estabelecer os canais corretos e os padrões de comunicação que serão utilizados em projetos.

O artigo inicia contando sobre uma dinâmica de grupo o qual o editor participou e que consistia em reunir o grupo de participantes na sala em um círculo e então a psicóloga dizia uma frase ao primeiro participante do círculo. A mensagem era repassada a cada um do círculo seguidamente. No final, o último participante do círculo dizia em voz alta qual a frase que lhe foi passada pelo penúltimo participante do círculo. Todos sabemos que a frase que o último participante falou em voz alta não era igual a que a psicóloga havia passado ao primeiro participante do círculo.

O que nos passa de forma prática isto é a dificuldade da informação chegar fielmente do início ao fim de uma cadeia de pessoas.

Transporte isto para um grande projeto onde temos recursos espalhados em diversas áreas da empresa e até mesmo espalhados geograficamente. A falha de comunicação pode ser um risco ao projeto. É ai que entra a importância de se estabelecer padrões de comunicação para os projetos. Deixar claro onde as informações estarão sendo postadas, onde os participantes do projeto podem se atualizar, seja quanto a cronogramas, formulários, comunicações, alterações de escopo, etc.

Por isto, acredito que a tecnologia nos beneficia em muito a diminuir este risco. Não devemos acreditar que este risco irá acabar, pois mesmo tendo a tecnologia a nossa disposição depende muito das pessoas fazerem com que isto aconteça. Por isto que decidi falar sobre este artigo que li, pois situações como esta ilustram como é importante estabelecer padrões de comunicação para o projeto, assim os participantes sabem onde buscar as informações corretas a respeito do projeto diminuindo email-s não oficiais, informações não verdadeiras, achismos, etc.

E mais uma vez acredito que a Web 2.0 pode nos ajudar e muito no quesito comunicação, pois possui ferramentas que facilitam a publicação de informações, bem como, o compartilhamento de conhecimento.

Em minha experiência anterior, criamos uma ferramenta com este fim. Tínhamos todos os documentos do projeto, baseados no PMI, em um portal web baseado na ferramenta QuickPlace da IBM, onde TODOS os projetos que eram conduzidos por TI estavam neste portal. Cada projeto possuía um local onde todos os documentos gerados por este projeto eram postados, as aprovações de documentos importantes seguiam os fluxos de aprovação, e todos eram avisados quando de alguma alteração. A empresa acostumou a buscar estas informações em um local único, fazendo com que a comunicação dos projetos melhorasse e muito.

As ferramentas nos ajudam sim, mas caso não as tenha não é impeditivo para que você defina os padrões de comunicação dos seus projetos. Lembre-se que mesmo com a tecnologia a sua disposição a definição de como deverá ocorrer a comunicação independe de tecnologia! Pense nisto!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Ainda sobre o tema Blog Corporativo

Uma empresa não deve deixar de dialogoar com seus stakeholders, pois depende deles para manter o negócio!

Isto seria chover no molhado, ou seja, quanto menos as empresas ouvem seus públicos, mais distante da afeição e da decisão de compra se torna.

O Blog aproxima os stakeholders, podendo criar um ambiente de troca de opiniões, colaboração e inteligência. Me recordo de uma palestra da IBM onde eles lançaram um blog sobre a nova versão do Lotus Notes, quando ainda em desenvolvimento, e enquetes foram lançadas sobre funcionalidades que o produto teria, e muitas delas foram decididas com base na opnião das pessoas que participavam do blog.

As pessoas gostam de ser ouvidas e por isto elas participam dando a sua opinião. É claro que nem todas serão positivas, porém, em muitos casos as negativas podem ser mais importantes que as positivas. Lembre-se que estas opiniões negativas podem ser externadas de muitas maneiras, mas serão fundamentais para o aprendizado da empresa.

Alguns exemplos de dados relevantes que podem ser medidos em blogs:

1. O que traz os usuários (o que eles vieram ler, buscar, etc.);
2. Assuntos mais comentados nos posts;
3. Qual a melhor linguagem para se comunicar (geralmente os que as pessoas mais leem e mais comentam);
4. Enquetes (o que o usuário pensa a respeito de uma mudança, de um projeto, etc).

Mas não pense que é algo fácil, pois temos que saber muito bem o que queremos tirar de informação (inteligência) do blog, por isto, sempre um profissional para ajudar nestas diretrizes é importante.

A importância de um blog corporativo pode ser comprovada mais uma vez. Pode e deve ser utilizado não só para a eficiência da comunicação da empresa com seus públicos , como também para o fortalecimento do negócio da organização. É uma ferramenta de baixo custo e que em alguns casos com alta penetração nos stakeholders.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Ter e manter um blog corporativo dá muito trabalho e só empresas com crenças e valores muito fortes devem adotar essa ferramenta

Essa foi uma das mensagens de Romeo Busarello, diretor de marketing da Técnica, em sua participação do debate Digital Frontier Blog: o quinto poder? , realizado na tarde dessa quinta-feira, durante o Digital Age 2.0 2008, promovido pelo Now!Digital Business.

O debate, que foi mediado por Manoel Fernandes, publisher da revista Bites e diretor da W3 Editora, contou também com a participação de Mario Soma, da RMA, que lembrou da necessidade de ter uma estratégia bem definida. “A empresa tem que entender o que está fazendo e porque está fazendo um blog e a mensagem tem que ser bem pensada por todos”.

Fica claro que a grande preocupação dos participantes do evento acima é com a estratégia que vai ser utilizada, e como ela será empregada para transmissão da mensagem empresarial aos seus leitores/funcionários. Mas é importante salientar que independente do meio a ser utilizado para divulgação de informações, o conteúdo deve ser preparado sim. O fato do Blog ser algo menos formal que outros meios de comunicação, não deve ser desculpa para não ser utilizado. Não vejo um motivo pelo qual o Blog não possa ser utilizado nestes casos!

O fato do Blog ser mais barato, rápido e fácil de se implementar; faz com que seja um grande concorrente de outras mídias. Um Jornal interno por exemplo, possue um custo de produção, impressão, etc; muito maior que a de uma publicação em um Blog. Isto não quer dizer que não seja necessário o auxilio de um jornalista para redigir melhor o seu texto e no planejamento do conteúdo a ser publicado. 

Então, acredito sim que o Blog como ferramenta de comunicação interna, possa ser utilizada por todas as empresas, independente do seu tamanho, suas crenças e valores. A comunicação com o seu público interno é algo que deva ser valorizada, incentivada e buscada o tempo todo. Obviamente deve ser feita com muita responsabilidade, da mesma maneira que dirigimos um carro, sempre atentos a tudo o que ocorre a nossa volta.